A relação entre marcas e consumidores mudou, e com ela a forma como empresas distribuem seus esforços entre earned, paid e owned media. Se antes a mídia paga dominava o orçamento, hoje o cenário é mais equilibrado e estratégico.
Segundo um levantamento citado pela Demand Marketing B2B, a divisão média atual de investimentos hoje se distribui de forma próxima entre os três pilares: 24% vão para earned media, 25% para paid media e 32% para owned media. Esse equilíbrio reflete a disputa crescente pela atenção (e principalmente pela confiança).
Essa confiança é um fator decisivo para o consumidor. Pesquisas mostram que 92% das pessoas confiam mais em earned media (reviews, recomendações, menções espontâneas) do que em publicidade paga (LinkedIn + Nielsen). Isso muda o modelo tradicional de comunicação e força marcas a construírem credibilidade antes de perseguirem conversão.
Ao mesmo tempo, um estudo publicado no arXiv revela que investimento em mídia paga não reduz tráfego orgânico. Pelo contrário: existe um efeito de complementaridade, no qual anúncios pagos aumentam também o volume de engajamento e instalações orgânicas em apps. Na prática: paid impulsiona o ecossistema inteiro.
Vamos aprofundar cada pilar.
1. Earned Media: confiança que nenhuma marca pode comprar
Antes de tudo, vale lembrar: earned media é tudo aquilo que a marca conquista, não o que ela compra. Ou seja, ele surge de credibilidade real. não de verba.
Nesse sentido, ele inclui, por exemplo:
Menções espontâneas, quando o público fala da marca sem incentivo direto;
Reviews, que ajudam a validar percepções e reduzir dúvidas;
Cobertura da imprensa, que amplia alcance e autoridade;
Conteúdo gerado pelo usuário (UGC), que torna a mensagem mais autêntica;
Recomendações e compartilhamentos, que aceleram alcance orgânico.
Em resumo, earned media funciona como prova social: quando as pessoas falam por você, sua marca ganha confiança que nenhuma campanha paga consegue comprar.
É o canal mais poderoso em termos de confiança. A opinião de pessoas reais, especialistas ou comunidades chega com credibilidade amplificada. Por isso, earned é o pilar que mais influencia preferência de marca.
Mas é também o mais imprevisível. Não se compra, não se força, não se controla. Ele depende daquilo que a marca entrega, não apenas do que comunica.
2. Paid Media: o acelerador que garante previsibilidade e escala
E o mito da “canibalização do orgânico” já caiu: o estudo do arXiv demonstra que anúncios bem segmentados aumentam também o volume orgânico, fortalecendo todo o ecossistema de mídia.
3. Owned Media: o território que a marca realmente controla
Como esses três pilares funcionam juntos
Marcas maduras não pensam em earned, paid e owned como canais isolados, mas como engrenagens interdependentes:
- Paid aumenta tráfego e atrai novas audiências para o owned.
- Owned aprofunda relacionamento e aumenta probabilidade de gerar earned.
- Earned reforça a marca, reduz CAC e melhora o desempenho de paid.
Esse ciclo integrado cria um efeito multiplicador: menos desperdício, mais retorno, mais confiança.
O marketing do futuro exige integração, não escolha
Não existe mais “o canal ideal”. Existe o mix ideal.
- Earned gera confiança.
- Owned constrói relacionamento.
- Paid acelera resultados.
O marketing do futuro recompensará marcas que não apenas compram atenção, mas que também constroem autoridade, relacionamento e consistência. Integrar esses três pilares é o caminho para gerar impacto real. E sustentável.
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